O TRÁFICO DE ESCRAVOS PELA ROTA TRANSAARIANA E A EXPANSÃO RELIGIOSA ISLÂMICA NO NORTE DA ÁFRICA E GRANDE MAGREBE
DOI:
https://doi.org/10.68334/pbi.v1n1.8Palavras-chave:
Escravidão, Rota Transaariana, Expansão IslâmicaResumo
No Brasil são raras as referências ao comércio de escravos conduzido por árabes-muçulmanos através da rota transaariana — um dos maiores e mais duradouros sistemas de tráfico de seres humanos da história, com estimativas que, embora contestadas e sujeitas a margens de erro amplas, situam-se na casa de vários milhões de pessoas ao longo de mais de mil anos. Originários majoritariamente da África subsaariana, cativos foram empregados como mão de obra agrícola, doméstica e militar, e, no caso das mulheres, como concubinas em haréns de uma vasta região que ia do Magrebe à Turquia, Índia e China. Com base em revisão bibliográfica, este artigo busca compreender como a escravidão praticada em sociedades árabe-muçulmanas se articulou, ao longo de distintos períodos e regiões, com a expansão do Islã, sem pretender reduzir esse fenômeno histórico complexo — que envolveu também fatores econômicos, políticos e redes comerciais pré-existentes — a uma única causa religiosa.
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- 2026-09-03 (2)
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